sábado, 6 de fevereiro de 2016

Antes do "Até que a morte os separe"


Tenho uma amiga que já mudou de Estado e de cidades em um tempo tão curto que as mudanças só podem ser descritas como drásticas, nem tanto pela velocidade mas pela distância entre elas. E como muda de cidade ela também muda de namorado - e em algumas vezes os ex e o atua têm nomes bem parecidos. Nunca achei estranho a mudança de namorado que ela promove. Para ela e para todos a regra de que "namoro pode acabar a qualquer momento" pode ser empregada sem medo e sem constrangimento.

Namoro não é casamento!

Tenho outra amiga que é o oposto da descrita no parágrafo acima. Essa outra não muda de namorado até que o dito cujo morra, declare-se assumidamente gay ou travesti ou ele mesmo termine o "romance". Para mim, um mero observador das duas e de tantos outros casais, a pessoa que muda de amante sempre que o "romance" não deu certo tem mais chances de ser feliz e escolher um bom marido (ou uma boa esposa) que o indivíduo preso ao medo de mudar.

Há pequenos sofrimentos que nos acostumamos e achamos normais. E em nosso ledo engano tentamos mudar a pessoa "amada" para que ela se torne uma pessoa melhor.


Tenho que lhe dizer duras verdades:

  • A traição é só a ponta do iceberg.
  • Você é incapaz de mudar quem quer que seja.
  • Você cria suas próprias ilusões e só você é responsável por suas lágrimas.
  • Sexo não segura homem (se segurasse não existiria puta solteira e pobre).
  • Se você não tem objetivos na vida não será um relacionamento que a(o) deixará feliz.
  • Felicidade mesmo resume-se ao passado, quando o futuro chegar e você tiver aproveitado a vida.
  • Se você quiser um casamento eterno e feliz precisará tomar a atitude, hoje, de ser fiel a si mesmo(a) e a princípios retos.
  • Você, talvez, não seja responsável pela traição alheia, mas é potencialmente responsável pela maneira como deixa ser tratada(o).
  • Se não conseguir viver só, em sua companhia, ninguém te aguentará.


Para mim, a  amiga que muda de namorado como muda de roupas está melhor preparada para um casamento futuro que aquela que sofre calada a amargura da solidão a dois. Devemos gostar de nós mesmos, aprender a conviver conosco e ser felizes só antes de querer que alguém assuma o lugar de "até que a morte nos separe.

O namoro é o tempo que acolhe o arrependimento. O casamento, não.


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