terça-feira, 9 de dezembro de 2014

1,99 jamais será Chanel


Ainda fico impressionado, cada vez menos, com a tranquilidade com que as pessoas entram em caminhos perigosamente conhecidos. E não há problema em ir por um caminho conhecido, exceto o de morrer tediosamente, em uma agonia eterna, por inveja ou negação, quando alguém está se divertindo mais e melhor que você.

Você pode escolher um relacionamento confortável, com um panaca, em que a máxima emoção sentida será... não terá.

Você pode escolher fazer e refazer as unhas todas as tardes em casa.

Você poderá ser o que sua imaginação deixar, apesar de não ter coragem para realizar o desejo dela.

Você pode não gostar de ler e adorar um nerd - e o nerd gostará de uma quase retardada que mal consegue formular uma oração?


Você poderá ser muito curtida nas redes sociais ou pode ser aquela que simplesmente tem milhões de experiências e só vez em quando lembra de postar alguma.

A escolha é sempre sua e a responsabilidade de fazer com que os outros se interessem por sua personalidade e figura também é sua. Então não adianta ser mais uma boneca virtual ou uma criatura das profundezas da maquiagem. O que importa e merece atenção não é ser igual a todas as outras, mas diferente.

O caminho conhecido por todas, você já sabe. O que não é hábito, levantar a voz para dar e defender sua opinião, assumir quem você é e travar lutas intermináveis com os simbolismos tradicionais que aprisionam espíritos inovadores é o que torna alguém interessante e comível com os olhos.

E apesar da preguiça, já que é mais fácil ser mais uma, existe quem lute e brilhe e existe quem morre no líquido seminal, apesar de nascer respirando.

O que me impressiona são as bonecas barbie de R$ 1,99, vendidas no camelô da esquina, querendo ser uma boneca assinada por Calvin Klein ou uma peça da Chanel.

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