sexta-feira, 2 de maio de 2014

A carência sexual

(weheartit)

O direito à carência todo mundo tem. Exercer esse direito requer calma e muito, mas muito cuidado.

Não é característica exclusiva do mundo feminino, a carência quase não aparece no universo masculino – salvo os namorados, noivos e afins, que são inseguros demais para viver sem provocar a ira da amante com carência – e acaba sendo uma coisa de mulher, na maioria das vezes.

O problema não é a carência em si. Ser carente é bom. Em alguns casos resulta em ótimos livros, em ótimas músicas, em boas peças de teatro. Isso para quem é naturalmente criativo e sabe expressar essa carência. No entanto, quando esse sentimento vem corrompido pela excitação é que a problemática está instalada.


Todos sabem que quem decide a hora de transar, nessa sociedade machista, é a mulher. E não há problema se ela tem 15 ou 30 anos: sexo não suja a mulher.  Só que muitas vezes você, mulher que me lê, anjo decaído que faz a festa de muitos marmanjos só em passear de loja em loja no shopping ou no centro, mistura carência com desejo sexual e não sabe como matar um e outro desejo, tornando a vida masculina um inferno.

É notório quando você quer transar. E é igualmente visível quando você está carente. Então não precisa perguntar coisas óbvias demais: “que tamanho é a sua cama?”, “Você mora sozinho?”, “Onde você mora?”, “Passa a madrugada fazendo o que?”, “Me acha bonita?” e por aí vai.

Homem, que tem o que fazer e não é inseguro, não tem paciência para conversa mole demais. Então, cuidado de quem você, Lilite de vários sonhos, enche o saco.
E sabe o que acontece quando você não parte para a decisão e fica só em um falso sofrimento? Simples, depois que nós, homens perversos, conseguimos a transa, vamos embora e passamos a ser os cafajestes de sua vida.


Mas, pense um pouco, matamos sua carência e seu desejo sexual. Não merecemos um agradecimento?

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