sábado, 14 de setembro de 2013

Um leve aroma primaveril


De hora em hora, uma poesia, uma inspiração, uma brisa que chega e arrebata com a força do inesperado e do surpreendente. Entre horas, há os minutos em que se pode deixar ir, inovando e encantando-se com os carros, com a rua, com as mesmas pessoas, no mesmo trabalho, no mesmo ônibus, nas mesmas cadeiras. É de uma animação que se faz aquilo que se chama amor primaveril, sob o sol forte dos trópicos e o vento, às vezes do litoral.

Interessante é o calor. Arrasa a maquiagem das mulheres, faz alguns homens cheirarem mal, destrói sorvetes, planos e enfeites, acaba com um passeio simples ao mesmo tempo em que torna cada detalhe, da graça ou desgraça, único. É possível que os amores que comecem no fim do inverno tropical e início da primavera sejam efêmeros, rápidos demais, porém carregados de uma mistura interessante de calor e frio, preguiça  e coragem, devaneio e realidade. São simplesmente complexos na mais complexa simplicidade das relações humanas.

O que se faz na primavera vai ficar nas primaveras subsequentes, ainda que esses efêmeros amores tenham ido para outros braços no verão ou no outono. O bom dessa estação são as árvores exalam seu perfume natural e, surpreendentemente, deixam as folhas caírem – coisa típica do outono -, imprimindo em cada encontro, cada roupa, cada falta de perfume mais um detalhe pintado na grande aventura vital da estação.

Deveriam desapegar-se das amenidades das estações anteriores e deixar... só deixar, entendeu?

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