segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ei, Obra-Prima!



Sendo, portanto, o Dia Nacional das Artes, faz-se necessário que a arte, em todas as suas manifestações, seja exaltada, na medida certa e sem a hipocrisia de quem paga caro por um mero quadro (mesmo tendo sido pintado por Michelangelo). E, em meio aos quadros, esculturas e tudo aquilo que se pode classificar como belo, inovador e artístico, tem aquilo que é mais promissor que qualquer inanimação Você. Não um você qualquer, mas o você, querida mulher.

Pois, se toda forma de expressão tenta retratá-la, cultivá-la (se compará-la às flores) e impressioná-la, não é exagero mencionar o fato que a economia também paga sua prenda a você.
E, novamente, não um você qualquer, pois apesar do politicamente correto afirmar que todas as mulheres são belas, essa não é uma verdade universal desde o dia em que me deparei com uma criatura que levantou o maior burburinho ao ser questionada, implicitamente, se era homem ou mulher. Admitiu-se, e eu de forma muito duvidosa, que era mulher. No entanto, a partir desse fato inusitado, e de mais alguns, passou-se a ter que “nem todas as mulheres são lindas, ou que nem chegam à beira do aceitável aos olhos cansados no final de um dia cansativo”. E assim, a arte perverte-se e recai na segregação do que é bonito e do que é arte surreal.


Para o segmento da arte contemporânea bela, e para as clássicas, é hoje o dia em que o espelho reflete um pouco mais de luz para realçar a beleza da mulher brasileira (e das demais, já que há belíssimos exemplares em todo o mundo) e toda a sua ginga. Por que, cá para nós, de mulher o Brasil entende: das feias às lindíssimas. E está ai você, nesse exato momento, para provar isso!

Você que lança todo o seu gingado para lá e colhe os sorrisos lascivos para cá tem muito o que comemorar, pois certamente, você, é uma peça que jamais poderia ser posta no museu ou plastificada de alguma forma porque se isso acontecesse o universo seria um lugar mais frio e triste do que já é (mesmo com o sol aterrador que faz nesses trópicos durante o verão). Você é a pedra rara de alguém que nesse momento está fazendo alguma coisa por você, mesmo que ainda seja desagradável essa coisa. E, por essa simples razão, sinta-se lisonjeada!

Você que não é nenhuma Monalisa, mas que recebe uma cantada vez em quando, sinta-se o centro do mundo de quem jogou a cantada e sorria: a vida é bela e você é única (ainda que seja enquanto durar sua beleza).
De todas as artes que possuímos, é você a que melhor traduz o bom gosto da espécie humana.
Então hoje é seu dia, Grande Obra-Prima!

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