quinta-feira, 20 de julho de 2017

Liberdade

foto da internet

Muita gente fala sobre a liberdade. E são tantas as formas de liberdades que defendem que a gente até se perde. É uma liberdade para não ter filhos; liberdade para tornar-se maconheiro; liberdade para ser gorda(o) no restritíssimo circulo de pessoas solitárias; liberdade para ser feio e propagar a feiura; liberdade para deixar de ser livre e tornar-se escravo de pessoas e objetos.
Todos falam muito de liberdade como se fosse um privilégio restrito - e realmente o é para os mentalmente incapazes - sem considerar as tantas implicações que advém de uma luta desvairada e desnecessária sobre pseudo liberdades. 
A solidão, a mesma solidão que García Márquez relata, é um dos frutos que acabam sendo provados quando se tenta criar paradigmas que não existem e nem poderiam. 
A liberdade de ser solitário, decorrendo essa solidão da obrigatoriedade de aceitação de outrem sobre qualidades individuais e intrínsecas, não se aplica. É por isso que tanta gente é depressiva. É por isso que há tanta gente louca solta por aí, gritando por mediocridades. 


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aquele medinho depressivo


O problema não é o amor. Não é o querer estar junto. Não é o planejar o futuro que compreende o almoço e o jantar do dia seguinte.
O problema mesmo é o medo.
O medo de apegar-se.
O medo de amar.
O medo de render-se a si mesmo.
O medo de ter que compartilhar não a vida, mas a mera possibilidade de eventos aleatórios, como um cinema.
O medo de ter que iniciar uma nova jornada na qual todos, em algum grau, perde.
O medo de ter que deixar para trás velhos hábitos - e criar novos.
O medo de viver.
É esse medo que amordaça e aprisiona aqueles que podem escolher e que são livres para negar a hora que quiser tudo aquilo que não lhes satisfaça.
E de medo em medo, de fugidias repostas e "nãos" disfarçados de "sins" que o mundo anda depressivo, alcoólico, mal dormido. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Do telefone e do amor

Foto: do pinterest

Nem sempre que você ligar a outra pessoa vai atender. Às vezes quem está recebendo a ligação não vai querer atender – ou por tédio ou por simples falta de interesse. Às vezes a pessoa só quer distância e o único modo de expressar isso sem ser grosseira é simplesmente deixar que o vácuo reine nas redes sociais ou nas chamadas telefônicas.
Pode ser que a pessoa esteja ocupada – ninguém é obrigado a ser desocupado e estar à disposição sempre que a carência alheia exigir.
Saber disso. Entender isso. Colocar em prática esse princípio é fundamental para começar, manter ou terminar uma relação.

Eis tudo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O amor intrínseco

Imagem: pinterest. 

Há os amores que são embalados competentemente e que podem ser encontrados em lojas de departamentos.
Há amores que são engaiolados em lojas de produtos para pets.
Há amores que são esperados uma vida inteira e que nem sempre surgem no horizonte dos eventos.
Há amores que estão encontrados e que mais parece com uma roda gigante, de tanto que sobe e desce.
Há amores que vivem dentro da gente, que consomem nossas entranhas e bolem com nosso pensamento.
Há amores que são realmente amores, não falsos brilhantes, nem porcos travestidos de smoking em chiqueiros limpos.
Há amores que são amores, simples assim.
A grande jogada é deixarmos velhas manias para trás. É saber que se o amor por si vem primeiro para alicerçar os sentimentos que se compartilham com outras pessoas. É garantir que, independente das nossas falhas, saberemos sempre que teremos um lugar, só nosso, reservado dentro de nós para nossas pequenas e importantes revoluções.
Depois disso veremos que há amores. Que há o amor. Que tudo é eterno, efêmero e imediato.